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Meta ambiental deve incluir área privada PDF Imprimir E-mail

BRASÍLIA - Ao mesmo tempo em que analisa vetos ao Código Florestal para reestabelecer a exigência de recomposição da vegetação às margens de rios - derrubada parcialmente pela Câmara no mês passado -, a presidente Dilma Rousseff autorizou incluir as Áreas de Preservação Permanente (APPs) das propriedades na contabilidade das metas de biodiversidade, que o Brasil se comprometeu atingir até 2020.

A decisão valoriza as áreas de proteção nas propriedades privadas. E dá um sinal aos produtores rurais de que a exigência de proteger e recuperar a vegetação em seus imóveis poderá reduzir a necessidade de criar mais parques e reservas no País.

Atualmente, há 310 Unidades de Conservação (UCs), que reúnem 758 mil km² de áreas protegidas.

A proposta de incluir as áreas de proteção nas propriedades privadas nas metas de biodiversidade foi levada ao Planalto formalmente por entidades que representam o agronegócio. Na conferência de biodiversidade de Nagoya, no Japão, em 2010, o Brasil se comprometeu a conservar a vegetação nativa de pelo menos 17% de cada bioma por meio de parques e reservas.

Em princípio, somente as UCs e as terras indígenas contariam para o alcance das chamadas Metas de Aichi de Biodiversidade, acertadas na reunião de 2010 da Convenção sobre Diversidade Biológica.

"Excluir áreas extremamente relevantes para a biodiversidade somente porque são áreas privadas é desprezar o valor que essas áreas possuem para a conservação da biodiversidade brasileira", diz o documento assinado por 11 entidades que representam o agronegócio e entregue à ministra Gleisi Hoffmann.

O documento afirma que as APPs mantidas em propriedades privadas no País somam 570 mil km².

Cálculos do governo estimam que 330 mil km² de áreas de proteção nas propriedades privadas teriam de ser recuperadas em consequência da versão do Código Florestal aprovada pelo Senado em dezembro, com o aval do governo, e em parte derrubada pela Câmara no mês passado.

Setor produtivo. "Não excluo essa hipótese, o Brasil se comprometeu em atingir a meta e discute como fazer isso", adiantou o secretário de Biodiversidade e Floresta do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Cavalcanti, que coordena o debate sobre detalhamento das metas.

Na semana que vem, uma reunião da Comissão Nacional de Biodiversidade deve fechar o detalhamento das metas brasileiras. "As metas são perfeitamente alcançáveis e nada obriga que isso aconteça apenas por meio das Unidades de Conservação federais", completou.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, defende que as APPs entrem na contabilidade, mas insiste em que isso não significa um freio à criação de Unidades de Conservação. "O que importa é a conservação da biodiversidade, precisamos ver isso como uma oportunidade e é importante que o setor produtivo se coloque como agente de proteção", disse.

A principal polêmica se concentra nas áreas protegidas na Amazônia. Uma das metas propostas pelo governo prevê que as Unidades de Conservação na Amazônia alcancem 55% do bioma. "Isso significa que, em 2020, 225 milhões de hectares da Amazônia serão protegidos por unidades de conservação", critica documento do agronegócio. Atualmente, as Unidades de Conservação e as terras indígenas na Amazônia somam 155 milhões de hectares.

Marta Salomon - O Estado de S.Paulo
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Revisão de estudo feito em Pequim 2008 diz que poluição aumenta risco de doenças cardíacas PDF Imprimir E-mail

Redução da poluição em Beijing durante Jogos de 2008 ajudou cientistas a descobrirem impactos sobre doenças cardíacas

Reduzir a poluição do ar tem impacto imediato sobre a saúde cardíaca, afirmam especialistas, depois de rever estudos feitos nas Olimpíadas de 2008.

O trabalho, publicado no Journal of the American Medical Association, envolveu testes médicos em 125 voluntários que vivem em Pequim, uma das cidades mais poluídas do mundo.

Quando a poluição caiu durante os Jogos, os pesquisadores viram sinais significativos de uma melhor saúde entre os voluntários.

Eles dizem que isso é “prova biológica” de que a poluição pode prejudicar o coração.

A British Heart Foundation informou que a ligação entre doença cardíaca e poluição é conhecida há algum tempo, mas ainda não estava claro o porquê desta relação.

Fábricas fechadas

China tomou medidas importantes para melhorar a qualidade do ar em Pequim para os Jogos Olímpicos de 2008 após o Comitê Olímpico Internacional alertar para a possibilidade de adiar alguns eventos.

O país conseguiu limpar o ar durante o verão fechando fábricas e permitindo que carros só circulassem nas estradas dia sim, dia não.

Na época, havia preocupações de que a qualidade do ar pudesse ser perigosa para a saúde de atletas e espectadores.

Uma equipe da University of Southern Califórnia colheu amostras de sangue de voluntários saudáveis antes e depois dos Jogos – quando os níveis de poluição eram elevados – bem como durante os Jogos, quando os níveis eram muito inferiores. Isso ajudaria a mostrar se alteração dos níveis de poluição do ar teria qualquer efeito sobre o risco cardíaco.

“Este é o primeiro grande estudo a demonstrar claramente que as mudanças na exposição à poluição do ar afetam os mecanismos (geradores) de doenças cardiovasculares em pessoas jovens e saudáveis”

Junfeng Zhang, autor do estudo

Os especialistas mediram a pressão arterial e os níveis de elementos do sangue ligados a inflamação e coagulação – fatores de risco conhecidos para doenças cardíacas.

Foram, então, observadas grandes melhoras quando os níveis de poluição desceram.

‘Benefícios imediatos’

Escrevendo na publicação da American Medical Association, o autor do estudo, professor Junfeng Zhang, disse: “Acreditamos que este é o primeiro grande estudo a demonstrar claramente que as mudanças na exposição à poluição do ar afetam os mecanismos (geradores) de doenças cardiovasculares em pessoas jovens e saudáveis.”

Caroline Dilworth, do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental, que financiou o estudo, disse: “Quando os níveis de poluição do ar são reduzidas, os benefícios para a saúde podem ser imediatos.”

Mas os pesquisadores afirmam que seu trabalho não poderia chegar a conclusões para consequências da exposição de longo prazo à poluição, tais como ataques cardíacos ou risco de AVC.

Amy Thompson, da British Heart Foundation, disse que mais pesquisas são necessárias para tal.

“Este estudo revelou que a exposição a altos níveis de poluição aumentam as chances de o sangue coagular. Para quem já tem doença cardíaca, isso poderia provocar um ataque cardíaco. Se você tiver uma doença cardíaca, é bom tentar evitar passar longos períodos em áreas altamente poluídas, sempre que possível.”

Matéria da BBC Brasil, publicada pelo EcoDebate, 18/05/2012

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ONU dá primeiros passos para que seja negociado um novo pacto climático global em 2015 PDF Imprimir E-mail

Membros das Nações Unidas deram os primeiros passos nesta quinta-feira, durante uma conferência em Bonn, no longo caminho para que seja negociado um novo pacto global em 2015 que, pela primeira vez, colocará ricos e pobres sob um regime legal comum para enfrentar as mudanças climáticas.

Reunidos na antiga capital da Alemanha Ocidental, as 195 partes da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) começaram a discutir como trabalhar para alcançar a meta estabelecida na conferência de Durban, na África do Sul, em dezembro passado. Matéria da AFP.

Maite Nkoana-Mashabane, da África do Sul, que presidiu a sessão inaugural, pediu que os países que iniciaram o longo trajeto deixem de lado “práticas de negociação velhas e inúteis”, uma referência às brigas que costumam acompanhar as negociações climáticas.

“O tempo é limitado e nós precisamos levar muito a sério os apelos desesperados de alguns dos nossos irmãos, principalmente os pequenos Estados insulares”, afirmou, em alusão aos países abaixo do nível do mar, ameaçados pela elevação das águas dos oceanos.

A sessão inaugural e o grupo de trabalho ‘ad-hoc’, divulgados por webcast na internet, ocorreram no âmbito das negociações de alto nível da UNFCCC, que terminam em 25 de maio.

Se tudo der certo, um novo acordo sairá do forno em 2015 para entrar em vigor em 2020, colocando ricos e pobres sob o mesmo marco legal para conter as emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelas mudanças climáticas.

Atualmente, restrições sob o âmbito climático da ONU se dividem entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, um formato que remonta a 1990 e que, segundo os críticos, está seriamente desatualizado.

Hoje, os ricos respondem pela maior responsabilidade histórica do aquecimento global. Mas eles alegam que será injusto carregar o fardo de solucionar o problema no futuro.

Seus lugares na mesa dos grandes emissores estão sendo tomados por gigantes emergentes como Brasil, Índia e China, que queimam carvão, petróleo e gás em grande quantidade enquanto lutam para tirar grande parte de suas populações da pobreza.

Os pequenos Estados insulares e países africanos fizeram soar o alerta nesta quinta-feira sobre o “abismo de ambições”, ou seja, a diferença entre os compromissos para cortar emissões e o que é necessário fazer para evitar um aquecimento perigoso.

Para os cientistas, as emissões atuais causariam um possível aquecimento de 4ºC, o dobro do limite seguro estabelecido em 2011 pelas partes da UNFCCC.

“Compromissos de mitigação inadequados trazem o risco de um aumento de temperatura que terá impactos catastróficos em todo o mundo, particularmente na África”, afirmou Seyni Nafo, porta-voz do grupo africano.

Falando em nome dos pequenos Estados insulares, Marlene Moses, de Nauru, alertou que o “abismo de ambições” é tão profundo agora que em 2015 as negociações poderão estar tratando de como realocar as pessoas de países que se tornaram inabitáveis.

Até agora, os prospectos sobre 2015 estão em aberto, exceto pela exigência de que atendam ao princípio da convenção-quadro de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, um termo que distingue as demandas que devem ser apresentadas por países ricos e pobres, respectivamente.

Quem reduzirá suas emissões, de quanto será esse corte, o regime de conformidade do pacto e inclusive seu status legal estão entre as muitas questões que deverão ser ajustadas em uma arena amplamente complexa e multifacetada.

De um lado, os países em desenvolvimento pedem uma demonstração de boa vontade dos ricos. Eles querem que a União Europeia e seus aliados renovem e aprofundem seus compromissos no âmbito do Protocolo de Kioto, o único tratado mundial que estabelece cortes nos gases de efeito estufa.

Em contrapartida, os Estados Unidos, que se recusam a ratificar o tratado firmado no Japão e que expira este ano, lideram as cobranças para que os gigantes emergentes, entre eles o Brasil, fortaleçam suas promessas de cortes de emissões e abram seus compromissos a exames minuciosos.

Em um sinal das disputas que haverá pela frente, o UNFCCC informou que o primeiro encontro do comitê do Fundo de Mudanças Climáticas, uma iniciativa projetada para arrecadar até 100 bilhões de dólares ao ano para ajudar os mais pobres, foi adiada.

O encontro, previsto para 31 de maio, estava retardada “à espera da finalização do processo de nomeações” por parte dos países que querem um lugar no painel de 24 lugares, informou a convenção.

Matéria da AFP, no Yahoo Notícias.

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Exposição no Museu da Vida (Fiocruz) trata da relação entre o homem e o planeta PDF Imprimir E-mail

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurará, no dia 25 de maio, no Rio de Janeiro, no Museu da Vida, a exposição “Nós do mundo”.

A mostra tratará da relação entre os seres humanos e o planeta e integrará as atividades promovidas pela instituição durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada de 13 a 22 de junho no Rio de Janeiro.

A exposição será composta por painéis que discutem a relação do homem com a natureza, mostrando tanto o cenário mundial contemporâneo como algumas das soluções já existentes para o alcance de um desenvolvimento mais sustentável.

Há também um módulo interativo, com atrações como uma bicicleta que, ao ser pedalada, transforma a energia produzida em energia elétrica; uma casa em miniatura com informações sobre o gasto de energia por aparelhos geralmente encontrados na residência do brasileiro; a simulação de um supermercado em que, ao passar o código de barras de seu “produto” em um leitor, o visitante receberá informações ambientais a respeito dele; e uma linha do tempo na qual os visitantes poderão saber mais sobre algumas datas que marcaram os debates sobre desenvolvimento sustentável.

Além dessas instalações, a exposição contará com recursos de áudio e vídeos para abordar temas como consumismo exagerado, mudanças climáticas, matrizes energéticas, desigualdades sociais e degradação do meio ambiente.

“Os museus de ciência têm cada vez mais um papel fundamental como fórum de debate de discussões sobre temas de grande relevância para a ciência e a sociedade. Neste contexto, a exposição visa estimular a reflexão sobre a necessidade e os desafios de buscarmos um desenvolvimento sustentável”, disse Luisa Massarani, chefe do Museu da Vida.

A exposição será realizada no Museu da Vida, localizado na Av. Brasil, nº 4365, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, mediante agendamento. Aos sábados, a visitação é livre das 10h às 16h.

Mais informações e agendamento:  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  ou (21) 2590-6747.

Matéria da Agência FAPESP, publicada pelo EcoDebate, 18/05/2012

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